JUMENTO DO ZÉ BENTO-Zé Bento era um antigo morador da Comunidade de Vila Soares e fazia parte do tronco familiar dos Soares Guimarães da ribeira do Curu.Sua família é uma das mais antigas da região e proliferou exageradamente por toda região.Zé Bento era um pequeno agricultor da região e residia pertinho da gente com sua irmã Mariinha que teve a mesma sorte dêle,pois é deficiente visual e ainda hoje vive e já busca o seu centenário.Zé Bento para sobreviver,recorria aos amigos e pedia a todos uma ajudinha.Por muitas vezes o encontrei na sua luta do cotidiano e sempre acompanhado do seu Jumento,fiel amigo e ajudante esperto.CARDÃ,como a gente diz e bem tratado,era educado e se duvidares sabia até operar as quatro operações fundamentais,bastando para isso receber as ordens do patrão e amigo Zé Bento,que era um tanto alegre e deficiente visual,como já dito.Todos dias a tarefa principal era carregar água e abastecer os potes da família que ficava a uma boa distãncia do rio.O Nosso amigo Bento apenas enchia os canecos e as cabaças e dava as ordens;Vá lá em casa que fico aqui no rio e mande descarregar tudo e volte.Nessa luta diária o amigo nosso irmão,cumpria com a sua missão do vaivém da água e do capim que era mandado para a morada sem a companhia de ninguém.Cumprido o dever por enquanto,já em casa era levado a fazer as compras em Serrota com apenas a relação da mercadoria colocada num cantinho do caçuá,enquanto os da família ficavam a executar os trabalhos do dia a dia.O jumento era cuidadoso e tinha percepção se as compras estavam realmente completas e o comerciante sabia bem disso.Muitas e muitas vezes voltou a casa comercial pois faltava uma rapadura ou um sabonete e ele não podia de maneira alguma aceitar a um negócio desse pois era honesto,trabalhador e bastante instruído pois ao sair de casa ouvia atentamente ao que iria trazer e tinha ideia do peso exato que era para conduzir.Era treinado mesmo e nos dias de passeio tinha o prazer de levar o andante Zé para onde recebesse a instrução.Dia se deslocava para a propriedade da Dona Cordeira,da Antônia Luis ou do Salú Bento na Tapera,bastando para tanto receber a determinação para onde ir e nunca errou o caminho.Zé Bento já faleceu e o seu Jumento também,mas segundo dizem,os dois fizeram um pacto para quando um fizesse a grande viagem o outro seguisse também e assim aconteceu.
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sábado, 23 de maio de 2015
JUMENTO DO ZÉ BENTO-Zé Bento era um antigo morador da Comunidade de Vila Soares e fazia parte do tronco familiar dos Soares Guimarães da ribeira do Curu.Sua família é uma das mais antigas da região e proliferou exageradamente por toda região.Zé Bento era um pequeno agricultor da região e residia pertinho da gente com sua irmã Mariinha que teve a mesma sorte dêle,pois é deficiente visual e ainda hoje vive e já busca o seu centenário.Zé Bento para sobreviver,recorria aos amigos e pedia a todos uma ajudinha.Por muitas vezes o encontrei na sua luta do cotidiano e sempre acompanhado do seu Jumento,fiel amigo e ajudante esperto.CARDÃ,como a gente diz e bem tratado,era educado e se duvidares sabia até operar as quatro operações fundamentais,bastando para isso receber as ordens do patrão e amigo Zé Bento,que era um tanto alegre e deficiente visual,como já dito.Todos dias a tarefa principal era carregar água e abastecer os potes da família que ficava a uma boa distãncia do rio.O Nosso amigo Bento apenas enchia os canecos e as cabaças e dava as ordens;Vá lá em casa que fico aqui no rio e mande descarregar tudo e volte.Nessa luta diária o amigo nosso irmão,cumpria com a sua missão do vaivém da água e do capim que era mandado para a morada sem a companhia de ninguém.Cumprido o dever por enquanto,já em casa era levado a fazer as compras em Serrota com apenas a relação da mercadoria colocada num cantinho do caçuá,enquanto os da família ficavam a executar os trabalhos do dia a dia.O jumento era cuidadoso e tinha percepção se as compras estavam realmente completas e o comerciante sabia bem disso.Muitas e muitas vezes voltou a casa comercial pois faltava uma rapadura ou um sabonete e ele não podia de maneira alguma aceitar a um negócio desse pois era honesto,trabalhador e bastante instruído pois ao sair de casa ouvia atentamente ao que iria trazer e tinha ideia do peso exato que era para conduzir.Era treinado mesmo e nos dias de passeio tinha o prazer de levar o andante Zé para onde recebesse a instrução.Dia se deslocava para a propriedade da Dona Cordeira,da Antônia Luis ou do Salú Bento na Tapera,bastando para tanto receber a determinação para onde ir e nunca errou o caminho.Zé Bento já faleceu e o seu Jumento também,mas segundo dizem,os dois fizeram um pacto para quando um fizesse a grande viagem o outro seguisse também e assim aconteceu.
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