Depois dos anos de 1682,quando os primeiros sesmeiros receberam as terras do rio Curú,para criar gado e habitá-las,aconteceu o início da colonização do rio Pará,hoje rio Curú.Num pequeno intervalo do tempo,anos a frente,o rio Canindé e outros tributários da grande bacia hidrográfica ,já davam conta da presença do homem colonizador,que se estabelecia com muita dificuldade,criando e praticando a agricultura de subsistência,embora havendo a implacável resistência dos Tapuias Canindés,que habitavam a nossa região.Por mais de um século,o povoamento acanhado dos
vaqueiros tomou conta de tudo e com a ajuda do gado,a civilização avançou e daí surgiram as primeiras comunidades ribeirinhas.As terras do Município de Apuiarés,pertenceram ao Município de Quixeramobim,anos depois a Canindé,quando foi
criada a freguesia,´por determinação de D.João VI em 30 de outubro de 1817.O primeiro padre da igreja-matriz de Canindé,tinha o nome de Francisco de Paula Barros.Por estes
anos não eram poucos os latifúndios em todos sertões de Canindé,principalmente no alto,no médio e no baixo Curú.Por toda ribeira floresciam as propriedades dos antigos sesmeiros,que sequenciaram ao povoamento desde de l682.As trilhas nos vales fertilizados,dirigiam-se de sertão a dentro,vindo do litoral e frequentemente da zona do Baturité e da Uruburetama,num verdadeiro ciclo de progresso.Numa destas andanças,aportou no médio Curú com seus haveres de fazenda,o Patriarca dos Alves da Fonseca,Vicente Alves da Fonseca,casado com Dona Ana Francisca da Fonsêca,uma descendente dos Pintos de Mesquita de Santa Quitéria.Chegando por aí,procurou tocar os negócios e numa dada feita,teve a idéia de construir uma capela no lugar que nem nome tinha.Chamou os seus comandados e localizou onde seria a futura construção.O lugar era tomado por mata fechada,sendo bem evidente um cipozal e a presença de Paudarco, madeira de lei que tem uma grande desenvoltura por ocasião da sua copagem.Limpeza feita,eis que o patrão veio vistorear o serviço.Os seus comandados não haviam feito o corte de um gigantesca
árvore e surgiu daí a pergunta do motivo pelo o qual a tarefa não tinha sido concluida conforme o combinado.A resposta foi dada de imediato,pois lá na porção superior do grande arvoredo tinha uma ave agorenta e por este fato os que estavam executando a tarefa aguardaram a presença do patrão para haver uma decisão do que fazer.Disse o comandante dos que estavam presentes:Façam a derrubada,aquela ave que está n'aquele ninho é um Jacú e não tem nada de animal azarento.Assim foi feito,aconteceu a construção da pequena capela e daí para frente o pequeno templo ficou conhecido como a capela do Jacú.Em 1851,aconteceu desobriga num pequeno quarto de oração,que ficou conhecido como igreijinha do Jacú.Sob o comando religioso do Pe Manoel Raimundo, aconteceu batizado,casamento,confissões e muita reza na Capelinha do Jacú,assim conhecido o pequeno oráculo da comunidade.Em l954,ocorreu a inauguração da capela e a feitura da Capela-grande só se concretizou em l865,graças ás ajudas do patriarca do lugar e do povo.No decorrer da construção da Capela,que teve como construtor o pedreiro e Padre José Tomaz,as mulheres ficaram encarregadas de transportar a areia e tijolos dos serviços.Uma delas adoeceu da cólera e fêz a promessa com São Sebastião de comprar com a ajuda do povo a imagem,caso a cura fosse concretizada.Satisfeita com a graça alcançada,a partir deste acontecimento o lugar tornou-se conhecido.Arraial e Vila de São Sebastião do Jacú,foram através dos
anos os topônimos mais antigos da Vila de APUIARÉS,QUE ORIGINOU A CIDADE E MUNICÍPIO
DE APUIARÉS.Em 1957,aconteceu a primeira eleição para escolha do Prefeito e dos Vereadores,na data de 4 agosto d'aquele ano.Eleitos-Prefeito Municipal: José Alves Filho-Vereadores:Carlos Jaime Pinto,Raimundo Jací Alves,João Oliveira de Sousa,José Gadelha de Góis,João Alves luz,Manoel Soares Guimarães e Antõnio Cardoso Bezerra.
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