domingo, 11 de setembro de 2011

FANATISMO E POLITICALHA

No começo do século XX existiam praticamente no Ceará duas correntes da polí-
calha partidária no estado, mais precisamente na capital,onde os ânimos eram mais
acirrados.Nos sertões mais distantes predominava a corrente governista e do outro lado a oposição.O coronelado dava o mote da disputa da pré e da pós campanha,não se
importando com o tipo de tratamento dado ao eleitor e era bem cuidada a infedelidade dos que se aventuravam em nâo cumprir com o compromisso assumido.Os buchos furados e os
cabeças rachadas dos anos 60 do século precedente aos primeiros anos do século XX
estavam sempre prontos para o embate descabido da rixa político-partidária da go -
vernança Aciolina versos ativistas liberais ainda vigentes nos primeiros anos dos
governos republicanos.Após esta época de tantas controvérsias no plano estadual
surge o tempo do fanatismo sem qualificação do misticismo religioso que levou os
nossos avós a sangrenta luta da guerra de juazeiro.Cessada a contenda n'aquele tem-
po,eis que nos anos a frente a situação deu continuação por nossos sertões de norte a sul e de leste a oeste.Por mais que queiramos esconder a verdade dos fatos,
aqui entre nós existiu um período onde o comando da política regional esteve atrelada a um grupo só,numa xerox perfeita dos tempos do meu padim,onde ninguém se
atrevia a fazer oposição a não ser que optasse em ser cognominado de louco,aja visto
que o movimento político-partidário era a bem da verdade direcionado só numa direção
da chefia regional, que muitas vezes não aceitava a existência de adversários.Impe -
rava o fanatismo exagerado e a politicalha,hoje ainda em vigência no DNA de muitos milícos que fazem a política mesquinha e regionalizada, sem nenhuma ideologia,recheada sim,só de interesses pessoais.Hoje na plenitude dos tempos modernos,sonhamos na realidade com um novo tempo,livres do fanatismo e da po-
liticalha
que só vem enxovalhar a ciência da política propriamente dita.Acreditamos
no alvorescer de gente séria que possa nos representar dignamente.A hora é de muita
responsabilidade e cabe aos homens de bem que fazem o movimento da política voltada
para a seriedade, colocar em campo, uma seleção de pessoas de bem para a próxima eleição.O refrão de que em eleição tudo vale não deve prevalecer a não ser que quei-
ramos o repeteco de tudo quanto está acontecendo e que vem nos importunando numa medida exagerada.Fanatismo jamais,politicalha que Deus nos livre.

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